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Bolsa encerra 2016 como melhor investimento, seguida por renda fixa

SÃO PAULO  –  O aumento da aversão a risco que abateu os mercados globais nos últimos meses do ano não foi suficiente para afetar o bom desempenho do mercado de ações brasileiro. Com alta de 38,9%, a bolsa encerra 2016 com a melhor performance do período. Alguns indicadores específicos do mercado acionário encerraram o ano com uma alta ainda mais forte. Como o índice de dividendos da bolsa (IDIV), que subiu mais de 60% no período.

A renda fixa também conseguiu encerrar o ano com bons ganhos, a despeito do aumento da volatilidade especialmente pós-eleições de Donald Trump. As carteiras compostas por Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), corrigidas pelo IPCA e que garantem um adicional de juros, também tiveram um bom ano – o IMA-B subiu 24,8% no período. Já o IRF-M, que tem como referência os prefixados, subiu 23,3%.

Mesmo diante do bom desempenho do mercado de ações, especialistas avaliam que as expectativas de uma economia ainda enfraquecida desestimulam este tipo de aplicação daqui para frente. Os títulos de renda fixa seguem como queridinhos com a percepção de que o Banco Central pode acelerar o ritmo de corte de juros, mas gestores e analistas se dividem entre a renda fixa prefixada e os títulos indexados à inflação. Já o CDI segue como opção de porto seguro para uma parte menor dos recursos disponíveis para aplicação. Em 2016, o CDI apresentou alta de 14%.

Na outra ponta, o dólar comercial obteve o pior desempenho do mercado, apenas à frente da moeda europeia. Em 2016, a moeda americana caiu 17,9%. O euro perdeu 21,03%. Os investidores que optaram pelo ouro também não se deram bem.
A queda foi de 12,3% no ano. Já a poupança encerrou o período em alta de 8,3%, pouco acima da alta de 6,4% da inflação medida pelo IPCA esperada para o período.

Fonte: Valor Econômico

 

 

 

 

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